Olá leitores!!

      O post de hoje é uma entrevista com a autora e parceira do blog Alice J. Verne. Espero que gostem e no blog temos resenha desse livro (Clique aqui para ler a resenha)





image Como surgiu a ideia dessa história?

         Em um debate sobre comportamento humano com uma amiga, ela me disse que éramos nós que nos enganávamos com as pessoas, criando uma imagem de parceiro perfeito, que ele (a) jamais seria. A ideia surgiu mesmo em cima dessa conversa.

 image O seu  livro aborda alguns temas, porém  predominante entre eles é o tema violência doméstica. Por quê esse tema?

            Porque é um tema pouco explorado, e quando o é, as pessoas que retratam pecam na dosagem de ficção e realidade. O que eu quero dizer com isso? Que aos meus olhos, a violência doméstica é retratada sempre de maneira fantasiosa. As pessoas têm medo de mexer nesse tema, ou de ser realista ao abordá-lo. O índice de mulheres que aceita ser vítima de violência é gigantesco, e os fatores que causam isso são múltiplos. Por exemplo: a dependência financeira, atrelada a dependência emocional, filhos, status social, entre outros. Então, fica um pouco complexo escrever “a mulher aceita ser vítima de violência” e esperar que ninguém se doa. Vão se doer, vão reclamar, apontar, porque isso vai contra o senso comum. A luta contra a violência se torna a cada dia maior e isso merece ser aplaudido, mas eu senti a necessidade de retratar uma vítima real, fraca, apaixonada, e que demora até entender que aquela relação estava fadada a desgraça. E assim é a vida real: uma luta interna é travada pela vítima, que se vê presa entre o sentimento de amor pelo “príncipe” que ela conheceu, e o ódio pelo demônio em que ele se transformou.   


image Você ficou indecisa na divulgação desse livro?

  Nem um pouco.

image Como você lida com as críticas?

      Se for uma crítica construtiva, de alguém com conhecimento de causa, eu absorvo, tento pescar o que pode ajudar. Mas, quando é algo destruidor, como já houve, eu rebato ou me abstenho. Depende do humor. Risos.

image Teve alguma cena que você se emocionou escrevendo? Qual foi?

    Eu me emocionei em muitas cenas. Me emocionei ao descrever o nascimento da Esperança, a descrição da lua de mel me tocou e principalmente o segundo final.

image Como foi a criação dos personagens?

       Acho a Lara mais complexa do que o Jonathan. Ele tem um papel marcante na história, mas tudo dependeria dela na história, da maneira como ela enxergaria as coisas. E escrever uma mulher tão fraca e ao mesmo tempo tão forte, me deixou meio confusa.

image Qual foi seu processo de escrita?

Comecei a escrever aos oito anos, depois não parei mais.

image Jonathan é um personagem muito intenso na história. Como foi para vocês escrever especificamente sobre ele?

        Foi bem difícil. Ele foi o pior personagem que eu já criei, porque ele achava que tinha um motivo para ser um monstro. Mas, para mim, autora, a violência nunca é algo que possa ser justificado. Então, descrever alguém que vai totalmente contra os meus princípios éticos é bem difícil. Ele tinha muitas variações de humor e confusão mental, e aquilo meio que me deixava muito sugada, eu sentia que havia corrido uma maratona ao fim de cada narração dele.

image Qual sentimento você quis causar nas pessoas com esse livro?

         Minha principal intenção foi fazer as pessoas entenderem como é mais difícil do que imaginam ser vítima do próprio marido. Amar alguém e depois ver tudo que era mágico se tornar fúnebre. As pessoas têm a mania de julgar a dor alheia como algo superficial, afinal, não a sentem. Fiz questão de que nessa leitura o leitor sentisse cada tapa ou palavra dita para machucar, e visse com os olhos da vítima. Dei ao leitor a chance de ser um juiz, de também amar um homem cruel, de ficar confuso, como a mocinha, e assim entender a dor dela.

imageimageQual o recado você deixa para os novos autores?

Tenho visto no meio da literatura nacional, principalmente entre autores iniciantes a mania de apontar os erros dos livros alheios, a tentativa de diminuir o coleguinha. Acho isso muito feio. Meu principal conselho é que as pessoas foquem mais no próprio trabalho, nos próprios sonhos, pois assim não terão tempo para magoar os outros. E principalmente: acreditem, passem para o papel e defendam sempre aquilo que lhe tirou noites de sono!


E essa foi a a nossa entrevista com a autora. E se ficaram interessados (clique aqui) para adquirir 





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4 Comentários


  1. Karol que entrevista mais amor, arrasou nas perguntas :)
    Eu não conhecia a autora, mas já estou indo conhecer mais sobre o livro dela.
    Amei ♥
    ótima semana
    bjo

    Tati C.

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    1. Olá, Tatiane!!
      Nossa, fico feliz que tenha gostado!!! Muito obrigada !!
      Ótima semana :)

      Beijos !!

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  2. Amei seu blog!!!
    Não conhecia a autora, mas amei a entrevista e a capa desse livro me deixou com muita vontade de ler.
    Com certeza vai entrar para lista dos desejados.

    Se puder dar uma passada no meu blog, eu agradeço. :)
    https://literatusocuto.blogspot.com.br/

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    1. Olá, bem - vinda ao blog :)

      Muito Obrigada!!! Que ótimo que gostou fico feliz. Ah, vale super a pena a leitura desse livro, principalmente se esta procurando livros tensos para mexer com você. Quando ler quero saber o que achou hein? Então, não deixe de vim aqui contar :)

      Beijos !!

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