Olá, leitores!!

         Hoje trouxe a entrevista da autora e parceira do blog Lu Evans. Nessa entrevista ela nos conta um pouco mais sobre a sua obra, que a propósito, já tem resenha aqui no blog: Zylgor. Espero que gostem!! Vamos deixar de enolação e vamos mergulhar nesse mundo mágico.





image Como surgiu a vontade de escrever um livro?

               Eu sempre gostei de histórias. Redação era a minha matéria favorita na escola. Logo que fui alfabetizada, comecei a escrever pecinhas de teatro que montava com a molecada da rua. Lembro que era uma estrutura muito similar a de uma peça de teatro de verdade. Tinha os diálogos e as marcações, como a posição dos personagens, quem entrava e por onde, etc. Depois, já adulta, comecei a escrever para teatro quando cursei uma oficina de dramaturgia...Romance eu queria também escrever, tinha até tentado algumas histórias, mas nada muito interessante para dar continuidade. Faltava uma ideia boa para me motivar.

image Como surgiu essa história?

                   A inspiração surgiu quando eu assisti ao filme A história sem fim, de Michael Ende. Foi algo muito espontâneo e quando o filme acabou, a história de Cã já tava na minha cabeça. Era a boa ideia que eu tinha tentado encontrar por muito tempo. Uma história de viagem para um mundo mágico no qual viviam princesas, heróis, monstros, seres mágicos, vilões. Um mundo muito diferente do nosso, mas apresentando aspectos universais da cultura humana.


image Qual personagem você mais se identifica?

                Cã. Ele foi o primeiro personagem que surgiu na minha mente. A maioria dos personagens sofreram modificações durante esse tempo de criação e escrita, mas ele não. Eu o queria do jeito como é: o herói clássico desses que a gente só encontra nas mitologias. É um personagem muito querido para os leitores. Nunca ouvi qualquer um dizer que não gosta do Cã. Todos sentem uma grande empatia e/ou simpatia por ele.

 image Lilat é uma personagem orgulhosa e mimada, mas ao mesmo tempo ela é doce. Teve alguma dificuldade em escrever essa personagem?

                    Deu muito trabalho. A primeira versão da princesa era muito boazinha. Aceitava o Cã logo de cara, gostava dele e o admirava. Mas como era chataaaaa, aguada, sem pimenta! Então, um dia, lendo uma ficção científica que faz parte de uma série bem longa que era vendida em bancas de revista (não lembro o nome da série nem do autor), conheci uma personagem, uma extra-terrestre muito mais inteligente que os humanos e que implicava com o protagonista terráqueo porque se achava superior a ele. Achei interessante, achei que ela tinha tempero. Tinha encontrado a inspiração para fazer a princesa de Zylgor. Trouxe essa característica de soberba para a Lílat e mantive a doçura que ela tinha na primeira versão. Queria uma personagem que fosse capaz de deixar o leitor sem saber direito o que pensar dela. Os leitores sempre dizem a mesma coisa, não gostam dela porque maltrata o Cã, e ao mesmo tempo gostam dela porque acham que é o par certo para o Cã, e torcem para eles se acertarem e ficarem juntos. Ou seja, cheguei ao resultado que queria.

image Como foi a criação desse novo mundo azul?

                  A primeira versão do livro era mesmo de um mundo completamente azul, depois restringi a cor para o Bosque Sereno porque queria explorar outras cores. Como o início da história tem muito impacto com a descrição daquele ambiente azul, é natural que os leitores gravem essa informação e acreditem que todas as partes daquele mundo são azuis. Sempre achei esse um fenômeno muito interessante porque não foi algo que fiz de propósito.
Os cenários das Terras Aquecidas de Zylgor foram criados a partir de regiões por onde andei. Todas as regiões de Zylgor tem uma área correspondente no nosso próprio planeta. Por exemplo, o Deserto Escaldante é uma versão do White Sands Desert, que é um deserto de dunas brancas no Novo México. A Zona Desolada é uma combinação do sertão da Paraíba e das zonas áridas do estado de Nevada. Até em vulcão já subi, e usei o Bandera Volcano como modelo para as Montanhas Incandescente. A paisagem vermelha e dramática do Grand Canyon serviu para a composição do Planeta Vermelho para onde Cã e Lílat são levados em um determinado momento. Na Zona Desolada, Cã se depara com uma floresta petrificada. A ideia veio quando visitei uma floresta petrificada de verdade, a Petrified Forest National Park; e assim por diante.

image Qual foi a cena que mais gostou de escrever?

                 Foi justamente o último capítulo que incorporei ao primeiro livro: a passagem de Cã e Lílat pelo labirinto, onde são perseguidos por monstrengos. Eu lembro que ia escrevendo e sentindo o medo. Quando me dei conta, tava com as mãos tremendo. Ramente experimento reações físicas quando estou escrevendo ou lendo, por isso essa é a cena que eu mais gostei no primeiro livro.

image Qual sentimento você quis causar nas pessoas com seus livros?

              Eu sempre pensei que, se causasse qualquer sentimento nos leitores, já ia ganhar o dia. Continuo pensando da mesma forma e é muito gratificando saber da reação dos leitores. Acho fantástico quando alguém vem me xingar inbox por causa da Lílat ou porque esse ou aquele personagem morreu ou porque o Cã tá sofrendo. Já ouvi de tudo: víbora, assassina, desalmada, cruel, má... Nossa, tanto nome que nem lembro dos outros.

image O que te inspirou a escrever essa história?

               Foi o filme (e não o livro) do Michael Ende – A história sem fim... Algo interessante é que eu não acreditava na minha história. Achava que era uma coisa muito boba, e quando entrei no teatro e comecei a ler Shakespeare, Molliere, Eurípedes, etc, aí que fiquei com um sentimento de que o que eu tinha escrito era uma porcaria (e devia ser mesmo, já que era a primeira versão), por isso destruí tudo. Mas a história e os personagens ficaram comigo. Um dia, procurando algo para ler na biblioteca da minha universidade, me deparei com um título que achei engraçado, bonitinho: O hobbit (sim, isso tudo aconteceu antes do Bummmm de O Senhor dos Aneis no cinema). Lembro que li sobre o autor e fiquei impressionada pelo fato de um homem tão intelectual escrever sobre elfos, dragões, etc. Li e decidi que escreveria a minha história novamente, dessa vez fazendo muito estudo sobre mitologia, fábulas e contos de fadas de modo a criar uma obra que tivesse cara de clássico. Foi um processo muito lento. Muitas vezes o projeto ficou anos na gaveta porque eu tinha outras prioridades.

image Qual música você acha que combinaria como “trilha sonora” do livro?

        Todas as canções que estão no livro foram construídas a partir do refrão da música barroca “En La Rama Frondosa”, de Roque Ceruti.
Clarín de la selva
Si tu amor no te escucha
Si no te oye nadie
No cantes, no cantes
Suspende, suspende
Los trinos suaves
No cantes, no cantes
Mas quando eu imagino os personagens interpretando as canções, é claro que eu não imagino que eles estão colocando a voz da mesma forma que uma cantora barroca, e sim algo mais natural.

imageimage Qual o recado você deixa para os novos autores?



        Os autores iniciantes se preocupam muito com a ideia de receberem uma crítica negativa, e já vi gente que até desistiu de escrever por causa disso. Quem quiser realmente seguir adiante como escritor, precisa desenvolver uma pele bem dura porque sua obra nunca vai agradar a todos, e sempre vai ter aquele serumaninho, aquele espírito de porco que vai jogar sua criação no fundo do poço. Não se deixe levar pela energia negativa dos outros. Acredite na sua história, nos seus personagens e siga em frente.



                 Essa foi a nossa entrevista com a autora Lu Evans, esperamos que tenham gostado. Se ficaram interessados e já querem adquirir o livro e só clicar aqui


                                                     
                                                                  Autora: Lu Evans


9 Comentários

  1. Que demais, ela parece ser um amor de pessoa, irei ler a resenha do livro pra saber mais <3

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  2. Ela parece ser um amorzinho de pessoa e pelo que ela falou, a história parece ser muito boa!! Adorei a entrevista!!

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  3. Amo entrevistas, pretendo começar a fazer em meu blog e amei essa sua!!

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  4. Amei a entrevista. Muito legal ver como que a história surgiu. E mais legal dela falar que não foi a primeira história que tentou.
    E o conselho, já está anotado <3

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  5. Adorei a entrevista. É bom a gente ver como algo surge, e que não é algo fácil. Para escrever precisa de talento, e o autor parece dominar bem isto. bjo

    www.pandapixels.com.br

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  6. Nunca tinha ouvido falar da escritora e do livro,mas depois da entrevista vou até pesquisar um pouquinho mais sobre o livro!
    Adorei!
    Beijos <3

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  7. Ainda não havia ouvido falar da autora e do livro. Mas amei, agora conhece-la, parabéns pela entrevista! Vou ver a resenha, parecer ser um livro muito interessante!

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  8. Sempre tive vontade de escrever, até me animei agora!

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  9. Adorei a entrevista com a autora! Ela pareceu bem simpática e carismática, deu vontade de ler o livro dela (que, por sinal, eu não conhecia).

    Paraíso da Leitura

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